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OLHOS LACRIMEJANTES

Muitas vezes as mães notam os olhinhos do récem-nascido muito lacrimejantes e as lágrimas escorrem pelo rostinho, mesmo sem choro.

O que fazer ?

Questiona a mãe principalmente no caso do primeiro filho.

É bom que se saiba que o fato não é nenhum “bicho de sete cabeças”, e nem é preciso entrar em desespero, porém são necessárias algumas atitudes para que isso tenha solução e não provoque outras consequências. Mesmo porque, depois podem surgir conjuntivites repetitivas, com secreções e “ramelinhas” nos cantos internos dos olhos, podendo ser apenas em um olho ou em ambos.

Geralmente isto tudo é conseqüência da obstrução, da porção distal do conduto naso-lacrimal. Essa obstrução é a decorrência da persistência de uma membrana. Ela está presente apenas no período intra-uterino, a qual situa-se entre o canal e sua saída no interior do nariz, porém pode permanecer após o nascimento, pois sabemos que há relação deste “probleminha” com a sucção do primeiro choro. Isto é o que causa o lacrimejamento e prováveis infecções do canal lacrimal.

Tratamento

O tratamento primeiramente é iniciado com massagens na região, realizadas pela mãe. Esta massagem consiste em se colocar o dedo indicador sobre os pontos lacrimais, para bloquear a saída de qualquer material através do ponto lacrimal, pressiona-se o dedo por aproximadamente 10 segundos e solta-se em seguida, repetindo-se esta manobra por 3 vezes em cada olho. Com esta manobra causa-se um aumento de pressão hidrostática dentro do saco lacrimal e isto levará a possível desobstrução. Quando houver secreção e infecção, colírios de antibióticos e antinflamatórios têm sua indicação. Quando o problema persistir por mais de 30 a 45 dias, já há em alguns casos a indicação de sondagem das vias lacrimais.

O importante é procurar um médico oftalmologista para acompanhar e indicar o tratamento adequado ao seu bebê.